Mary Poppins – P.L. Travis

Olá, amigos! Bem-vindos

Meu bate papo com vocês hoje será sobre um livro de edição bem antiga, década de quarenta, eu acredito, mas que marcou muito as crianças de seu tempo e se eternizou nas telas de cinema até hoje, tendo direito a uma releitura do formato original, transformando-se em ícone e modelo de educação (a super nanny deve estar grata pelo seu emprego agora! ).

Sim!! Vamos falar de Mary Poppins!! A super babá, que foi transportada pelo vento do leste para a casa de numero 17, de uma família especial, a família Bank´s.

De características bem sérias, Mary Poppins trata o lúdico, a magia, e por que não dizer a loucura, com muita naturalidade. Pessoas voando feito balões na hora do tarde, cães falantes reclamando do excesso de cuidados ou vivenciar uma linda tarde de chá dentro de uma pintura na rua, passam de eventos extraordinários e impossíveis a simples (e por que não dizer) rotineiros no dia de uma cidadã inglesa.

Escrito por P.L.Travis , este livro participa da grande Era de Ouro da Literatura Infanto-juvenil Inglesa, que teve como principal ação aliviar um pouco peso de uma Era Vitoriana que determinava a postura e comportamento das pessoas, principalmente de crianças e jovens, impostos naquela época, sendo reforçados através da literatura.

Livros revolucionários como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Mary Poppins deram a oportunidade ao leitor de compreender melhor o ambiente que o cercava e o encorajava a contrariar de certa maneira o excesso de regras através de propostas bem “descentes” de aventuras e manifestações de opinião.

Neste caso, Travis deixou sua marca neste movimento criando uma personagem adulta, que vivencia todo o imaginário infantil em uma rotina comum ao seu dia a dia, transformando casas em lares onde há uma grande valorização do emocional antes esquecida.

Após vinte anos de grande insistência, Walt Disney compra os direitos do livro e cria o primeiro filme sobre esta babá tão especial! Houve grande sucesso e comoção. Já nos anos 2000, uma releitura da estrutura da personagem é criada e surge então Nanny McPhee, com a mesma mala, mesmos trajes porém seu guarda chuva não possui uma cabeça de pássaro, mas sim , ela ganha seu companheiro de aventuras que voa lado a lado com ela.

O livro é fantástico, bem dividido em sua narrativa e esclarecedor sobre a personalidade de sua protagonista a cada página lida. Um remédio para a alma de qualquer idade.

No Brasil, a obra foi reeditada pela Cosac Naif que em minha opinião deixou a desejar sobre a montagem do livro impresso, porém, a intenção trazer novamente ao mercado tão aclamado sucesso faz com que tenha seu valor emocional destacado.

Um grande abraço..

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