Quarto 1408 – Stephen King

“Se Samuel L. Jackson disser a você para não entrar no quarto amaldiçoado 1408 simplesmente escute a voz da razão”.
Baseado em um conto do livro Tudo é Eventual de Stephen King, os produtores do filme 1408 seguiram à risca o bom e velho manual de terror e suspense. Stephen King voltou as raízes ao escrever um livro seguindo os parâmetros do gênero que o lançou, o Conto.

” Se alguém quer escrever contos, não basta pensar em escrevê-los. Não é como andar de bicicleta. É mais como exercitar-se numa academia: a opção é usar o corpo ou perdê-lo. (…) Pois continuei a escrever contos ao longo dos anos em parte porque as ideias ainda me ocorrem de tempos em tempos e, em parte porque é o modo de confirmar, ao menos para mim mesmo, que não me “vendi”, pouco importo o que pensam os críticos menos amáveis”.

Fiquei estimulada a procurar mais informações sobre este material após ter contato com um podcast na internet e não consegui sossegar enquanto não cumprisse minha maratona leitura/filme.
O livro tem quatorze histórias, onde todas possuem algum elemento de horror, seja psicológico ou explícito. Um promissor romancista chamado Mike Enslin resolveu escrever livros que investiguem fenômenos paranormais. Enslin nunca presenciou realmente algum destes fatos, então fica difícil obter credibilidade. Além do mais, Mike é totalmente cético, pois até hoje não encontrou evidências de que exista vida após a morte. No entanto, decide ir até Nova York e se hospedar no Dolphin Hotel, mais exatamente no quarto 1408, que tem fama de ser habitado por espíritos malignos. O gerente do hotel, Gerald Olin, o avisa que 56 mortes já ocorreram neste quarto, mas Mike está decidido a conferir se sua fama está condizente com a verdade. O quarto está fechado há décadas devido a tal fama assombrada, mas mesmo assim o quarto será reaberto para tão ilustre celebridade.

Stephen King retoma nesta obra a graça de retratar histórias sob a óptica do escritor, o bom e velho bloco de anotações ou o gravador portátil estão presentes nas características do personagem principal. Assisti primeiro ao filme e tentei traçar um perfil psicológico do quarto. Sim!! Não riam de mim, leitores, pois tentei entender a dinâmica deste “ser vivo” que animava aquele ambiente e não consegui encontrar o primeiro fio, o princípio de tudo ( talvez seja este o encanto do gênero de suspense e terror ).

Não vejo muitos pontos negativos na produção cinematográfica. Existem momentos que os efeitos especiais e a pressão psicológica da cena ficam um pouco “forçadas”, mas penso que cada tem seu limite do medo, seu nível de terror, e se tratando de Stephen King não podemos duvidar da capacidade do escritos em abraçar o grande público inspirando roteiristas a dar vida aos medos.

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