O Doador de Memórias – Lois Lowry

Nem sempre fidelidade é um termo bem empregado pela indústria do cinema. Nem adianta me dizer que são os elementos culturais que às vezes distorcem a compreensão sobre a obra, porque não acredito totalmente nisso.

Com mais de cinco milhões de livros, o Doador de Memórias é uma história fascinante que trabalha a coragem e a força de transformação ambientada em um futuro distópico.

Todas as memórias foram apagadas da população, todos ficam satisfeitos com suas vidas pacatas, onde conhecem somente o agora, pois o passado e a história,  foram apagadas de suas memórias.

Reeditado no Brasil, teve um impacto muito maior do que ocorreu em sua primeira edição,  ganhando reforço nas vendas com a produção cinematográfica.

Existem pessoas que são contra capas de livros com elementos dos filmes, rostos de atores, mas as editoras não têm o que reclamar, a exemplo da responsável pela publicação das capas  da saga Crepúsculo.

No Brasil, a primeira edição do livro não teve o destaque de mídia merecido para a narrativa, passando despercebida aos leitores menos atentos para detalhes. Louis Lowry constrói um mundo aparentemente perfeito, sem dores, fome, necessidades que desconstroem a memória mundial, deixando este fardo para uma só pessoa, que o passa de geração em geração, e essa pessoa é treinada para guardar momentos que tecnicamente não existem mais.

A fidelidade ao livro foi esquecida para esta adaptação ao cinema. Faltaram muitos elementos que poderiam elucidar mais tudo o que foi colocado neste drama produzido em 2014.

O Doador de Memórias trata de relacionamentos, verdades absolutas e  não absolutas,  discorre sobre dominação em massa, enfim, sobre alienação.

Em minha opinião, o livro foi certeiro em detalhes e possui uma narrativa bem elaborada contando a história do Recebedor de Memórias chamado Jonas, que luta contra tudo o que foi treinado para ser, para compreender melhor as memórias de um mundo que não existe mais.

Este livro possui todos os elementos necessários para se enquadrar numa ótima distopia juvenil, abordando temas de extrema relevância em uma boa roda de filosofia sobre nossa existência. Aconselho a todos que estão sequiosos pelo novo, por uma melhor compreensão do que nos cerca, a leitura deste livro.

Forte abraço,

Arita.

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