A Seleção Vol.01 – Kiera Cass

Existem alguns momentos na vida que não conseguimos fugir das famosas “modinhas literárias” e exatamente agora, às 03h da madrugada (horário que terminei a leitura do livro), entendi que fui fisgada por esse vírus adolescente! Kk

Muito parecido com os primórdios de um programa de tv sobre relacionamentos, o livro a Seleção vem com um enredo simples retratando a busca de 35 jovens muito bonitas, envolventes, pelo coração do jovem príncipe que busca em seus súditos, uma escolhida para ser sua futura esposa (para os leitores que desejam um folhetim simples e consideravelmente romântico diga-se de passagem, este livro torna-se perfeito!).

O livro é escrito em primeira pessoa, do ponto de vista de América Singer (e sim, ela é uma cantora). A história se passa num futuro alternativo, em um país chamado Illéa, que fica onde costumavam ser os Estados Unidos possuindo uma monarquia que não foge em nada dos modelos que conhecemos hoje.

América acaba entrando para a Seleção, onde deverá competir com outras 34 garotas pela mão do Príncipe Maxon.

O livro peca muito em não focar seu papel no gênero distópico,  deixando esta informação tão importante para o segundo plano, o que é uma pena, porque o foco principal de todo o livro são os momentos supérfluos das meninas que transitam entre um Salão de Mulheres e fartas refeições junto ao rei e a rainha.

Achei a personagem do príncipe um pouco decepcionante e sem  grande peso na história. Um príncipe alheio aos problemas do seu povo, superficial em seus sentimentos, não sendo mais do que um enfeite no cenário do palácio. Senti que esta personagem precisava ser melhor desenvolvida, mais presente em personalidade.. Uma pena sua presença ser somente uma sombra por toda a leitura.

A leitura nos traz nada além de uma situação de conflito juvenil, onde uma garota se vê num triangulo amoroso e uma grande decisão a ser tomada…tendo que decidir pelo futuro de sua família ou o futuro que deseja seu coração. Sempre achei que seria uma leitura infantil, sem grandes alternativas, com um enredo simplista..

É um livro gostoso, de leitura fluente e rápida, nada fica arrastado, onde você se depara torcendo pela protagonista, que possui uma personalidade bem madura e orientada dentro da trama.

Em minha opinião, o ponto negativo na trama é o romance entre América e Aspen (que garoto chato ein!) e como a autora apresenta a distopia, sem se aprofundar em alguma problemática mais reflexiva (característica deste gênero). Sim!! mais uma heroína feminina frente a tantas outras dos livros distópicos!

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