Divergente – Verônica Roth

Olá amigos, são já é madrugada e consegui terminar minha leitura do livro Divergente da escritora Veronica Roth.

Por favor, não me excluam porque esta foi uma leitura tardia, fora da “moda literária” do momento (seguir tendências e modismos nunca foi meu forte). Esperei muito para ler divergente pois minha meta era tentar ler o primeiro volume da trilogia, o segundo e enfim poder saborear de uma sessão pipoca em casa, com o maridão para refletirmos um pouco sobre distopia. Uma coisa eu não entendo. Vocês notaram a invasão de obras distópicas com protagonistas femininas? Santo Deus! Chega a enjoar.. kk

Quando terminei a leitura me entristeci meditando na comparação entre filme e livro. Capricharam e inventaram tanta moda com a produção cinematográfica que acabei me decepcionando pois cometi o pecado maior de assistir ao filme e depois ler a obra.

Neste enredo, aos 16 anos, Beatrice Prior precisa enfrentar a escolha mais importante da sua vida: decidir em qual facção passará o resto de seus dias. E isso só é necessário porque o mundo como conhecemos não existe mais, e a Chicago atual é dividida em cinco facções que são responsáveis por manter a ordem das coisas.

Me senti muito envolvida pela narrativa, e pela maneira como a protagonista descobre que há de errado por trás dos recentes desentendimentos entre as facções. Essa é uma das partes interessantes do livro – e a mais comum na literatura distópica.

Muito interessante a denominação das facções, achei bem oportuno e levemente insinuativo (tomara que este detalhe não tenha passado em branco frente aos leitores desapercebidos) a ordem em que foram representadas e sua importância dentro da trama pecando muito em não retratar o reflexo desta organização política junto a sociedade.

Achei que a produção cinematográfica representou bem a intensão da autora e todo o potencial que a obra possui, elaborando um pouco mais o nível de informação de muitos jovens sobre este tipo de tema (nada comparado a intensidade de outras obras distópicas claro! Mas não posso deixar de citar que pelo menos a reflexão sobre nosso papel na sociedade foi posto em debate com a trilogia de Veronica Roth).

Gostei do livro e indico aos que desejam se aprofundar nesta temática. Pode ser um bom primeiro passo para compreender melhor a literatura distópica.

Abraços

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