O Fantástico Senhor Raposo – Roald Dahl

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Eis a reinvenção de Robin Hood

Esta obra foi escrita na década de 70.Época cultural embasada em muitas contestações sendo publicado no Brasil pela primeira vez em 1991 após a morte de Roald Dahl.

Sr. Raposo se vê diante de uma guerra contra três fazendeiros poderosos e malignos. Tudo isso porque o animal rouba galinhas e gansos de suas fazendas. Para vencer esta luta, contudo, o Sr. Raposo se apega a sua essência: suas qualidades de raposa e sua natureza caçadora ainda que matar galinhas pareça “errado”, o autor afirma a necessidade e instinto do bicho, que regem suas caçadas.

Os ricos desta fábula são três fazendeiros que incorporam todas as qualidades negativas atribuídas às raposas: rapinagem, ganância e uma certa astúcia perversa. Boque, Bunco e Bino são avarentos, sujos e mal-humorados. Tratam mal aos empregados, aos familiares e aos vizinhos. São desconfiados e capazes de gestos muito mesquinhos, como montar acampamento diante da toca das raposas, com armas em punho, para matá-las de fome. Já o Senhor Raposo, embora sobreviva de roubar galinhas, tem em comum com o mítico príncipe dos ladrões os bons sentimentos, o senso de justiça, a solidariedade em distribuir parte da sua comida com outros animais e um certo charme que deixa a Senhora Raposa muito apaixonada e as quatro raposinhas orgulhosas do pai.

O livro possui dinâmica, uma narrativa ágil e uma linguagem bem suave, irônico de uma forma para que as crianças e os adultos compreendam. O Fantástico Senhor Raposo mostra como podemos ganhar uma disputa utilizando muito bem a inteligência ao invés da força, mesmo quando toda a esperança esta por ser perdida. Dentre todas as temáticas do livro temos a amizade, a confiança e a persistência. Um texto digno dos anos 80 com muita aventura e reviravoltas surpreendentes.

fantastico-sr.-raposo2-1024x575O lançamento do livro surge bem no momento em que o diretor norte-americano Wes Anderson resolve mudar sua história no circuito de Hollywood. Conhecido por comédias ácidas e que retratam famílias desajustadas como Os Excêntricos Tenembauns, Viagem a Darjeeling e A Vida Marinha de Steve Zissou, faz sua estréia em animações escolhendo este título utilizando a técnica de stop motion (bonecos ao invés de desenhos).

Uma das características mais marcantes do diretor, é sua tendência à simetria, uma consequência de seu perfeccionismo exacerbado. Logo, o resultado final para tantos caprichos, foi a indicação ao Globo Ouro de Melhor Animação. Wes Anderson foi fiel ao original de Dahl, não deixando de trazer elementos bem característicos do diretor à sua filmografia, como os conflitos entre pais e filhos e o sarcasmo dos personagens, o que tem feito a crítica especializada sinalizar o filme como interessante para adolescentes e adultos, enquanto o livro, mais lúdico, é indicado aos leitores de todas as idades, incluindo os mais novinhos.

A animação recebe as brilhantes vozes de George Cloney e  Maryl Streep.

Boa Leitura!

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