O Corcunda de Notre Dame | Clube de Leitura e Escrita (Maio/2017)

O nome original deste livro é Notre-Dame de Paris e foi  escrito em homenagem ao aniversário de Notre Dame.

Tudo se passa na Paris da segunda metade do século XV, um período medieval, durante o reinado de Luís XI (época em que a cidade é tomada por ciganos, artistas de rua, mendigos, etc.) e as construções são góticas, e as vielas estreitas.  Victor Hugo critica e ironiza a justiça, critica as desigualdades e as penalidades, o autoritarismo e o clarte_OCorcundaNeNotreDame_bolsoero. Fala do perigo das generalizações e fala de preconceitos.

O ano é 1482 e não existe um personagem principal, como pode sugerir o título, mas vários. O Corcunda de Notre Dame nos fala não só do corcunda Quasímodo, mas também da cigana Esmeralda, do poeta pobretão Gringoire, do capitão mau caráter Phoebus e, principalmente, do arquidiácono Claude Frollo.

O livro tem personagens bem marcantes e bem construídos. Como é de praxe nas obras de Victor Hugo, este livro é recheado de passagens filosóficas, históricas e uma detalhada descrição da arquitetura tanto da catedral como da cidade na época, não se esquecendo dos personagens, desde os pedintes e ciganos até o rei e a nobreza, que eram destaque nesse tempo. São  capítulos inteiros descrevendo a cidade ou a catedral, e ele interrompe  a história para explicar como funcionavam as coisas na época em questão (o que pode ser cansativo para alguns leitores). 

O Corcunda de Notre Dame fala de amor, de amores, dos vários tipos de amor. Fala do amor de mãe, eterno, único, incondicional, o maior de todos. Fala do amor de um filho renegado para com o pai que o criou. Fala de amor romântico, utópico, sonhador e cego. Fala de amor não correspondido e como cada um reage diferente a ele. Fala do amor obsessivo, cruel, do amor que não é amor. Fala do amor entre irmãos, de compaixão e do amor desprendido, do amor que não quer nada em troca, que deseja a felicidade do outro acima de tudo.

quasimodoNesse contexto vivem Esmeralda, uma linda cigana que ganha a vida fazendo apresentações de dança nos espaços públicos; o arcediago Claudio Frollo que adotou Quasímodo, um rapaz coxo, corcunda e caolho, que ficou surdo de tanto tocar os sinos da catedral de Notre-Dame. Ao ver Esmeralda dançar na rua, Claudio Frollo se apaixona por ela, de maneira possessiva e violenta. Quasímodo também se apaixona por Esmeralda, mas de maneira platônica e inocente. Porém, a jovem gosta mesmo é de Febo, um membro da guarda real que já está comprometido e tem apenas a intenção de se aproveitar dela. Resumindo a estória, Esmeralda é acusada de uma tentativa de assassinato da qual ela é inocente. Para impedir a morte dela, Quasímodo a leva para a catedral de Notre-Dame, local que não poderá ser violado pela justiça. Porém, as coisas fogem ao controle e muita coisa vai rolar envolvendo esses personagens.

Victor Hugo é extremamente detalhista, especialmente na primeira metade do livro. Ele fala de arquitetura, de como ela era uma forma de se contar e de se registrar uma história, ou a História. Descreve a catedral, as ruas e os prédios de Paris minuciosamente.

Eis um grande passaporte cultural que não pode ser esquecido nas estantes.

Conheça uma animação em 3D que mostra esta Paris medieval.

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