Resenha |A Dama do Lago – Raymon Chandler

9788579623295_300_graficaSinopse: O detetive Philip Marlowe é contratado por um executivo do ramo dos perfumes para investigar o desaparecimento de sua impulsiva mulher, Crystal Kingsley. As pistas o levam a Bay City; em seguida, à cidade de veraneio de Puma Point. E logo o colocam no rastro de outra misteriosa mulher, Muriel Chess, também desaparecida, cuja fuga de casa pode estar ligada não só ao sumiço de Crystal, como a um caso muito mais intrincado, envolvendo médicos inescrupulosos e policiais corruptos.

Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, A dama do lago é um livro marcante, com sua ironia e seus personagens não só memoráveis, mas de uma complexidade pouco vista na literatura policial. Ele foi escrito durante a Segunda Guerra Mundial, mas diferente das outras histórias que da época, o livro não se foca na guerra. O cenário mundial é citado algumas vezes, mas não é nada que interfira diretamente no enredo.

Este é o tipo de livro no qual você consegue prever alguns poucos elementos. Por conta disso você começa a pensar que vai prever também a resolução do caso. Quando o livro chega na metade, o leitor acha que já sabe como tudo vai acabar, mas não sabe. O autor usa um recurso bem interessante que é fingir revelar o culpado de tudo, mas, no fim, dar a cartada final e mostrar que as coisas não eram bem assim. Gostei muito dessa forma de apresentar os fatos.

Raymond Chandler dispensa apresentações, sobretudo para o fã de literatura policial. Ao lado de expoentes como Dashiell Hammett, Ross Macdonald, Chester Himes, David Goodis e mais alguns outros nomes, Chandler elevou a literatura policial para um status maior, melhor e mais influente no panorama da cultura pop em geral. O autor desfila ao longo do livro vários diálogos ferinos, ora bonitos e inspirados, ora de uma ironia e de um sarcasmo doentio.

Seus personagens são cheios de camadas de dubiedades e não se furtam ao jogo de interesses, a despeito de ser uma narrativa fictícia, o livro de Chandler não tem nenhuma lição de moral, nenhum julgamento de valores, apenas mostra um mundo do jeito que era e seus personagens são apenas reflexos de sua própria época de criação.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: